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14 de Novembro de 2018

Estudantes?!

Sobre os protestos e a ocupação de escolas

Geyson Santos, Advogado
Publicado por Geyson Santos
há 3 anos

Estudantes?!

Preste atenção no dito abaixo:

"21h01 – Bombas são ouvidas em frente à Secretária;

21h03 – Rojões estão sendo lançados contra policiais militares e o prédio da Secretária Estadual de Educação;

21h06 – A Polícia Militar revida lançando bombas de efeito moral;

21h08 – O confronto ocorre na Praça da República, mas a PM já avança sobre manifestantes que não haviam chegado à praça; há muitas bombas de efeito moral sendo lançadas no momento;

21h10 – Manifestantes espalham lixo no meio da Praça da República;

21h11 – Seguranças do metro fecharam as portas da Estação República que fica sob a praça de mesmo nome;

21h12 – Desde o início do ato a polícia dizia-se atenta à atuação de Black Blocs durante essa manifestação dos estudantes, o que seria uma novidade;

21h15 – Manifestantes colocaram fogo em barricadas de lixo;

21h17 – Uma agencia do Banco do Brasil e “orelhões” foram depredados;

21h23 – Policiais espalham bombas de efeito moral contra manifestantes em frente à Secretária Estadual de Educação;

21h26 – Manifestantes tombaram caçambas na rua da Consolação." (Folha – minuto a minuto – 09/12/2015)

Aqui sou obrigado a reproduzir as perguntas elencadas por Reinaldo Azevedo, tendo em vista o brilhantismo e perspicácia no pertinente à temática:

“Vamos lá:

1 – Que tipo de gente leva fogos de artifícios para atirar contra a polícia?

2 – Que tipo de gente leva coquetéis molotov para uma manifestação?

3 – Que tipo de gente depreda agência bancária?

4 – Que tipo de gente depreda “orelhões”?

5 – Que tipo de gente espalha e incendeia lixo?

São estudantes?! Estudantes andam com fogos de artifício? São estudantes?! Estudantes andam com coquetel molotov? São estudantes?! Estudantes depredam patrimônio público e privado?” (Os Pingos nos "Is" - Jovem Pan - 10/12/2015)

São estudantes? Não. São baderneiros. São vândalos. Desordeiros. Transviados; mas estudantes não. Estudantes estão nas escolas estudando, e não, saindo por aí quebrando tudo e fazendo arruaça.

Que tipo de estudantes vai a um protesto com um tipo de rojão que tem a capacidade de matar um ser humano. Devemos nos lembrar que, em 2013, nas manifestações de mesmo viés, o cinegrafista Santiago Andrade foi morto por rojão – fogos de artifício – igual a este.

A maior prova que esses tais “estudantes” não protestam por algo razoável é que, o Governador de São Paulo suspendeu a reorganização escolar e, mesmo assim, os tais “estudantes” não cessaram a ocupação de escolas, e foram além, partiram para o “pau” com a polícia militar, lançando rojões que poderiam levar policiais à morte, sem falar dos coquetéis molotov.

Isso não tem nada a ver com educação! Isso é militância política!

Talvez você me pergunte o porquê. Respondo:

"Os alunos que se recusam a deixar as escolas mostram que a disputa política lhes é mais cara do que qualquer preocupação real com a educação

(...)

Cinco dias após o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), suspender o processo de reestruturação das escolas do estado de São Paulo, 136 escolas continuam ocupadas. Na sexta-feira, dia 4, havia 196 escolas ocupadas. Mais do que isso, os bloqueios de rua, que paralisam vias importantes da capital, prosseguem."("Por que os estudantes de São Paulo continuam nas ruas"- Revista Época - 10/12/2015).

“A desocupação da escolas deflagrou um impasse em torno do comando dos protestos. Após o governador Geraldo Alkimim (PSDB) suspender o plano de fechar 93 colégios no próximo ano, alunos autônomos disputam a liderança da condução das ocupações restantes com movimentos estudantis tradicionais, ligados a partidos políticos.” (Estadão – 09/12/2015)

Quem são esses partidos? A reportagem também faz essa alusão. São: o Partido Comunista do Brasil, o Psol e o Partido dos Trabalhadores, o PT.

Ou seja, quem está por trás desses protestos são o PC do B, o Psol e o PT. Não tem nada a ver com educação, é uma manifestação meramente política, de oposição, visando desestabilizar o governador Geraldo Alkimin. Tanto que, tendo ele buscado acordo com os “estudantes” e, até mesmo, suspendido a mudança, os mesmo não desocuparam as escolas e ainda partiram para protestos violentos. Se tivesse a ver com educação, eles teriam partido para um acordo e, tendo havido a suspensão do feito, teriam desocupado as escolas.

Isso não tem a ver com educação, é militância, pura e simples.

Há dois pontos que merecem ser ressaltados:

  • As três maiores manifestação políticas da história do Brasil ocorreram neste ano. Foi o que ficou conhecido como “Fora Dilma” – nas quais os manifestantes pediam o impeachment da Presidente. Nessas manifestações não houve nenhum relato de violência, de nenhum tipo. Foram completamente pacíficas. Não houve saques, depredação, confronto com a polícia, roubos ou qualquer ilícito. Por quê?
  • É interessante notar que, diferentemente dos protestos dos tais “estudantes” – ou dos havidos em 2013 – não havia nenhuma bandeira vermelha. Não havia bandeira do PC do B, nem do Psol, nem da UNE e similares. Nunca se ouviu que num protesto “Fora Dilma” aparecesse um Black Bocker. Mas, não é interessante?! É só as bandeiras vermelhas aparecerem e, logo, vêm os confrontos, o quebra-quebra, as barricadas, os coquetéis molotov, os rojões assassinos. Por incrível que pareça, é só as bandeiras vermelhas aparecerem e, tcharam! Eis os black blockers quebrando tudo. Coincidência não?! Não, não é coincidência. Os black blocs são um grupo de extrema esquerda e aparecem nos protestos das esquerda como sua “tropa de choque” para confrontar a polícia. (“Serviço secreto da PM diz que PSOL ‘recruta’ punks para protestos” – Folha – 16/06/2013) Esses “punks”, posteriormente, ficaram conhecidos como os “Black Blocs”.

As coisas não são como nos querem fazer crer.

1 Comentário

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Eles estão defendendo o direito do desfavorecido poder estudar perto de sua residencia. Se tem gente preocupada em saquear, depredar ou até mesmo matar, tenha a certeza que não são estudantes, talvez o próprio órgão de repressão "colabore". Se a proposta fosse transformar essas escolas em "período integral" acredito que, os "baderneiros", estariam aplaudindo a iniciativa. continuar lendo